quarta-feira, 6 de maio de 2009
AutoBiografia
Gosto muito de mim, das pessoas que me moldaram, dos momentos que passei, das gargalhadas que dei, enfim disto tudo…
Durante a minha infância houve muitas pessoas que me marcaram, umas que ainda hoje as tenho a meu redor, e que ainda brindam comigo as alegrias da minha vida e infelizmente outras já não. E todos os dias sofro com isso, guardo tantas recordações. Todos os dias sinto a saudade daqueles que me viram crescer, que me amaram, e de alguma forma também lhes devo o que sou hoje.
Sempre fui uma criança alegre, adorava rir, adorava tirar fotografias, adorava carrosséis e todos esses divertimentos. Era muito ligada ao meu pai, e ainda hoje o sou. Brincava muito comigo, íamos sozinhos passear pelas ruas de Lisboa, para a praia, uns autênticos companheiros. A minha mãe é-me tanto também, perdemo-nos no tempo quando conversamos, somos amigas, é o meu diário real.
Vivi sempre no mesmo em sítio, ainda hoje, em Loures.
Estudo aqui desde o quinto ano, até aqui estudava em Alvalade.
Continuo a ter o mesmo amor por algumas coisas ao longo do meu crescimento, continuo adorar sorrir, a tirar e apreciar fotografias, ganhei o amor pela leitura, relaxo a ouvir música e descarrego tudo a dançar. Gosto de fazer parte de uma boa conversa, de ouvir os outros, de seguir todos os seus movimentos, gosto de questionar acções. Sou muito ligada aos meus primos, tios e avós, tenho imenso orgulho neles, pelas pessoas que são, por aquilo que me transmitiram e pela luta durante as suas vidas.
Durante estes anos passaram muitas pessoas por mim, umas marcaram-me outras nem tanto. Posso dizer que tenho algumas amigas, que não nos vemos todos os dias, mas que estaremos aqui uma para a outra sempre que precisarmos.
Valorizo muito as amizades, e é muito importante olhar ver que passei por tantos momentos bons junto a elas. Posso dizer que ainda hoje construo-o amizades, gosto da descoberta entre as pessoas, e são estes que hoje me fazem rir, de achar que há algo em mim que eles próprios gosta.
Já ri muito com elas, já chorei, já magoei e também já fui injusta. Mas são lições que temos de aprender, e o que me descansa, que as pode descansar também é que me arrependo, isso significa que aprendi, que foi mais uma página que virei.
Vivi tanta coisa, tenho tantos momentos guardados no baú das memórias, coisas tão intensas, a idade também ajudava para tal, era mais novinha.
Descobertas, sentimentos, emoções..
Penso que dei os meus passos nas alturas certas, lá foi um ou outro mais atrasado. Mas sempre sem arrependimento, sei que aprendi algo.
Conheci muita gente ao longo da minha vida, mas nos últimos tempos conheci uma pessoa espectacular, um anjo da guarda, entende-me, compreende-me, tem sido a minha mestra em muitos aspectos da minha vida.
Mas a pessoa que mais me tem marcado nesta altura é o meu namorado.
É a pessoa que, neste momento, mais tem feito por mim sem se calhar dar conta. Tinha algumas arestas lascadas e com ajuda dele as tenho limado, nunca conheci ninguém que me respeitasse mais que ele. Vivo o momento mais estável até hoje e como é óbvio gostaria que se prolongasse pelo Futuro.
O que hoje aprendo concerteza me dará para o futuro, pretendo terminar o curso de Técnico de Contabilidade e ir para a faculdade, sinceramente ainda não me decidi do curso, mas são duas coisas diferentes, ou TOC ou Psicologia.
A nível pessoal espero manter-me como estou, sempre fortalecendo e aprender sempre que precisar. Quero ter todas as pessoas que amo junto a mim, que consigamos juntos contemplar alegrias e vitórias.
Quero o que todos procuram, ser Feliz, ou continuar a sê-lo.
Filipa Palma, Prazer!
domingo, 22 de março de 2009
Ilse Losa
Avô Markus – Era uma pessoa teimosa mas muito inteligente, era um homem atento a ela, muito carinhoso e divertido para com a neta.
“ O meu avô, homem alto e magro, de cara larga, ossuda e um tanto avermelhada, olhos claros quase sempre tristes, tinha o costume de levantar as sobrancelhas espessas quando dizia alguma coisa importante.”
Avó Ester – A Avó era o oposto do avô. Era uma pessoa fria, ríspida, controladora. Mostrava pouco os seus afectos e não parecia se preocupar muito com o que Rose sentia.
“ Baixa, muito baixa mesmo, tinha a cara miúda sulcada de rugas e usava o cabelo branco rigidamente penteado para cima da cabeça, onde o juntava num puxo redondo, apertado. Preferia vestidos escuros, que protegia nas lidas domésticas com um avental cor de cinza”
“ a avó Ester dormia todas as tardes a sua sesta de quinze minutos. A cabeça encostada à almofada, os pés no escabelo, certinhos um ao lado do outro, a meia com as cinco agulhas no regaço, dormia sem se mexer.”
Rose – “ Eu não passava duma menina frágil, de cabelo louro, de feições infantilmente lisas”
Tio Josef – “… bonitão moreno”
Tinha desejado ser actor, mas não lhe foi permitido pela avó. Partiu para a América e casou-se com uma americana que não era judia, dando um grande desgosto à sua mãe.
Tia Gertrud – Queria ter seguido medicina, mas acabou por partir para a América ao encontro do seu irmão Josef. Adorava ser fotografada.
Casou-se com Speer e teve uma menina de nome Florence.
Tio Franz – Era o mais novo dos filhos. Mostrou-se uma pessoa muito diferente do que a Rose pensava, ela achava-o um herói, mas ele falava pouco da guerra.
“ não era vistoso como o tio Josef da América, nem devia ter o mesmo talento de actor, pois sorria como se não lhe apetecesse sorrir. Na testa via-se-lhe, acima do olho esquerdo, uma cicatriz…”
Mãe de Rose – Era uma mulher muito bonita e moderna. Usava uma longa trança a contornar-lhe a cabeça.
Pai de Rose – Negociante de cavalos.
Filipa Palma.