No dia 4 de Novembro, na aula de CLC, a Catarina pediu-nos para fazermos o nosso auto-retrato. Aqui está o meu.
O meu maior defeito é ser muito impulsiva, o que tento mudar com o tempo, e com as experiências de vida, porque, por vezes, magoo as pessoas e acabo por perder a razão. Adoro ler, perco-me com os livros, a minha imaginação leva-me a tantos sítios. Sou uma eterna sonhadora, tenho apenas um pé assente na terra, o que, por vezes, também não é bom, desiludo-me com as pessoas com uma certa facilidade. Também gosto de ouvir música, conversar, conversar, conversar...
Sentar-me num café a observar as pessoas também é uma coisa que adoro fazer, penso que cada situação, cada formar de agir, ou de um caminho a escolher, tem sempre uma razão de ser. A minha heroína é a minha mãe e o meu herói é o meu pai. A minha cor preferida é o amarelo e a flor é a margarida. Gosto de sorrir, gosto de fazer os outros sorrir.
Fisicamente o que mais gosto em mim são as minhas tatuagens, têm um importante significado para mim. Sou alta, tenho o cabelo comprido e tenho 21 anos.
Haverias muito mais a dizer, mas prefiro que falem sobre mim, do que ser eu própria. Sou muito protectora, não se metam com os meus, pois saiu logo à defesa.
Numa aula de CLC dividimo-nos em 4 grupos. Um a favor do acordo ortográfico, outro contra, e os restantes estavam divididos, os chamados NIM. Fizemos um pequeno texto onde demos a nossa opinião. Nós somos um grupo dos nim.
Dentro do acordo ortográfico, conseguimos encontrar aspectos favoráveis e desfavoráveis.
Os aspectos positivos que encontramos são, por exemplo, a uniformização da língua portuguesa na forma escrita, a aproximação dos povos no que diz respeito à cultura, o facto de não ser necessário tradução de livros das diferentes vertentes da língua portuguesa, tornando-os assim mais acessíveis, e valorizando, posteriormente, as obras literárias mais antigas. No entanto, o acordo ortográfico também tem aspectos negativos. Em primeiro lugar, este acordo não é mais do que um acordo económico, já que apenas muda a forma escrita e não a falada, nem as palavras características de cada cultura.
Esta situação vai criar dificuldades na adaptação à nova forma escrita às pessoas adultas e mais idosas.
Frase: “ Porque foi que cegámos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, cegos que vêm, cegos que vendo não vêem”
Todos os dias estamos “cegos” para situações que não queremos ver, que já são tão habituais que não as vemos ou porque simplesmente fomos ensinados a não as ver. Nós sabemos que estas situações existem mas decidimos, ou a sociedade decidiu por nós, olhar para o lado e cegarmo-nos a nós próprios. Na sociedade de hoje em dia são poucas as pessoas que conseguem ver no meio desta epidemia de cegueira selectiva. A nossa sociedade é “cega” quando se trata de olhar para as diferenças dos outros, ou seja, o tom de pele, a cultura em que foram criados, a religião, a situação financeira, ou mesmo a profissão que exercem, entre tantas outras coisas. No filme encontramos algumas situações que nos retratam as diferenças e como a nossa sociedade lida com elas. Logo no início do filme, a primeira situação é bem reveladora do que nós, Seres Humanos, somos capazes de fazer perante uma situação de diferença. Por exemplo, quando o primeiro homem cega, a única pessoa que se disponibiliza a ajuda-lo, fá-lo com segundas intenções, com o intuito de tomar proveito da situação roubando-lhe o carro. Dramático, mas frequente na nossa sociedade, que prefere manter-se cega. Por ironia do destino, esse mesmo homem acabou por ficar ele também cego e igualmente à mercê da “caridade” de outros. Outro bom exemplo deste tipo de situações foi a reacção do governo a esta doença repentina, e perante o desconhecimento de saberem se seria contagiosa colocam os primeiros infectados em “quarentena” num hospital abandonado, sem condições, nem acompanhamento de qualquer natureza. No meio desta situação o filme dá-nos a conhecer uma mulher capaz de se sacrificar em prol de um grupo restrito, do qual o seu marido fazia parte, correndo também o risco de cegar. A este primeiro grupo esta mulher foi capaz de guiá-los, ensinando-os a viver com esta incapacidade e permitindo-lhes uma vida aparentemente “normal”. À medida que foram entrando mais pessoas vitimas desta “cegueira”, o caos instalou-se e assistimos à transformação que ocorre nos Homens quando sabem que ninguém está a ver. As condições de higiene degradaram-se, a luta pelo espaço e pelos alimentos tornou-se uma guerra interna e diária. Após supremacia de um grupo perante os restantes, mais uma vez assistimos à decadência do Ser Humano, pois foi necessário que um grupo de mulheres se submetesse sexualmente aos caprichos do grupo dominante para puder garantir os alimentos aos restantes companheiros. No grupo dominante havia uma pessoa que marcava a diferença, o cego que já o era antes da epidemia. Este homem era o único capaz de realizar as tarefas diárias de uma vida norma, ajudando os outros membros do seu grupo a subjugar o resto das pessoas, pois era o único que já estava adaptado à sua cegueira. Este filme mostra-nos a capacidade do Ser Humano tem se transformar num Ser altruísta, mas também condescendente, quando confrontado com uma situação limite. Leva-nos a pensar até onde somos capazes de ir para sobreviver e como a nossa sociedade fecha os olhos e põe de parte as diferenças perante o desconhecido. Este filme abre-nos os olhos para a “cegueira” da nossa sociedade.
Pequena Reflexão: Não tenho muito mais a dizer, toda a minha opinião está no texto. A verdade é que estamos cegos para muitos dos problemas que estão ao nosso redor. O filme retrata isso muitíssimo bem. É um filme bastante forte, que por vezes me chocou, e continuo assim.. por imaginar o que muitas pessoas sofrem. Espero que este filme seja um “abre olhos” para todos nós.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
DR1 – EM QUE MEDIDA A BIOTECNOLOGIA AUMENTA A MINHA QUALIDADE DE VIDA? A Biotecnologia tem aplicações a nível farmacêutico e a nível alimentar. Na indústria agro-alimentar utiliza organismos geneticamente modificados para a instigação da cadeia alimentar. Penso que nas aplicações ligadas a saúde é benéfico, pois refere-se a diagnósticos, a fins terapêuticos e até mesmo para antibióticos e vacinas. Tendo em conta que podemos obtê-los em maiores quantidades e em menos custo. Nas aplicações alimentares também penso que seja benéfico, a sua modificação consiste em serem mais resistentes a vírus, e a pragas, sendo mais resistentes também aumenta a sua duração.
DR2 – SOU CONTABILISTA NUMA EMPRESA PRODUTORA DE CEREAIS.QUE MEDIDAS POSSO PROPOR PARA AUMENTAR OS LUCROS E DIMINUIR OS CUSTOS? Poderia pensar em algumas formas para tentar aumentar os lucros e diminuir os custos. Uma das ideias seria mandar alisar o solo para verificar se haveria alguma forma de o tornar mais fértil, evitando as variadas tentativas que poderia fazer ao longo do tempo, com vários produtos e que demorariam mais tempo; Poderia tentar chegar acordo com os trabalhadores, propondo a ideia de trabalharem mais horas, nas alturas onde o trabalho seria mais abundante; Iria também verificar as máquinas que usavam para trabalhar, fazer cálculos sobre o gasóleo agrícola, com o tempo as máquinas vão-se desgastando e podem já estar a dar um certo prejuízo e mais vale investir de uma só vez; Fazer um estudo de mercado tenta assim angariar mais clientes.
DR3 – A ENGENHARIA GENÉTICA É UM RECURSO INESGOTÁVEL DE POSSIBILIDADES PARA A HUMANIDADE. DEVEM EXISTIR LIMITES POLÍTICOS CIENTÍFICOS AO SEU DESENVOLVIMENTO? PORQUÊ? Eu penso que sim, ou melhor se não tiver necessariamente que ter limites, pelo menos que tenham regras. As pessoas quando querem muito atingir um fim, muitas vezes não olham a meios, perdendo muitas vezes valores éticos, não olhando para o percurso normal da vida, sendo qual for. Na minha opinião a ciência deve avançar, mas sempre sabendo aquilo que se está a fazer, não prejudicando ninguém e não cometendo “loucuras”.
DR4 – O AVANÇO DA BIOTECNOLOGIA PODERÁ PRODUZIR ORGANISMOS PARA COLONIZAREM OUTROS PLANETAS? PORQUE AINDA NÃO FOI FEITO? Eu penso que sim, que o avanço que esta tecnologia poderá produzir organismos para colonizarem outros planetas. A Biotecnologia é uma actividade (não uma ciência), que usa organismos ou parte deles para a produção de bens e serviços. Muitas vezes usados na agricultura, ciência dos alimentos e medicina. Para muitos pesquisadores não é de todo absurdo considerar que a vida surgiu em Marte, já que foi encontrado gelo e outros organismos. A favor desta hipótese há o achado de microrganismos que decompõem minerais. Eu penso que se tiverem de colonizar será em Marte, mas também acho que não será nos próximos anos, visto ser um processo longo, com uma enorme distância e de certeza que precisaríamos de muitos métodos de trabalho, o que acaba por ser muito dispendioso.
Na terça-feira realizamos o PowerPoint que a Catarina nos tinha falado sobre a nossa figura história. Eu juntei-me a Rute e fizemos sobre o Dalai Lama.
Resolvi pôr, resumidamente, um pouco do nosso trabalho.
Dalai Lama nasceu a 6 de Julho de 1935, com o nome de Lhamo Thandup, numa pequena aldeia tibetana chamada Taktser em Amdo.
Aos 2 anos foi reconhecido como o 14º Dalai Lama, passado 4 anos começa os seus estudos, terminando aos 24 anos, com um doutoramento em Filosofia Budista. Entretanto, assume o poder político do Tibete, após a invasão do país pelo regime chinês da época. A história do Tibete é marcada por guerras e conquistas. Os chineses que, durante a dinastia Ching, conquistaram o Tibete. Desde então, a China reivindica soberania sobre o território tibetano. Com a queda da dinastia Ching, os tibetanos conseguiram adquirir independência e expulsar da região tropas e oficiais chineses. Em 1918, as relações já estremecidas entre o Tibete e a China resultaram em um conflito armado entre as duas nações. Em 1933, com a morte do 13º Dalai Lama, o Tibete sofreu um maior enfraquecimento político. Em Setembro de 1951, o Tibete foi tomado pelas forças comunistas. A ocupação chinesa do Tibete foi marcada pela destruição sistemática de mosteiros, pela opressão religiosa, pelo fim da liberdade política e pelo aprisionamento e assassinato de civis em massa. Durante nove anos os tibetanos lutaram pacificamente para manterem a sua identidade sem nenhum resultado.
Dalai Lama é considerado por muitos uma das vozes mais lúcidas e comprometidas com a paz. Procura estabelecer o diálogo e difundir a necessidade de compaixão no cenário mundial contemporâneo.
Recebe o Prémio Nobel da Paz em 1989, deixando a promessa que continuará a lutar pela paz, como tem vindo a fazer até aos dias de hoje.
De uma forma geral, estas exclusões, são dificuldades ou problemas sociais que levam a discriminação e ao isolamento de uma pessoa ou de um determinado grupo. As pessoas que sofrem de exclusão, precisam de estratégias que as levem a ser inseridas na sociedade, onde possam ser aceites e interagir. A exclusão social exprime-se em de várias formas, como, cultural, económico, político e social.
Diz-se assim que se exprime em 6 dimensões: • Do SER, ou seja da personalidade, da dignidade e da auto-estima e do auto-reconhecimento individual; • Do ESTAR, ou seja das redes de pertença social, desde a família, às redes de vizinhança, aos grupos de convívio e de interacção social e à sociedade mais geral; • Do FAZER, ou seja das tarefas realizadas e socialmente reconhecidas, quer sob a forma de emprego remunerado (uma vez que a forma dominante de reconhecimento social assenta na possibilidade de se auferir um rendimento traduzível em poder de compra e em estatuto de consumidor), quer sob a forma de trabalho voluntário não remunerado; • Do CRIAR, ou seja da capacidade de empreender, de assumir iniciativas, de definir e concretizar projectos, de inventar e criar acções, quaisquer que elas sejam; • Do SABER, ou seja do acesso à informação (escolar ou não; formal ou informal), necessária à tomada fundamentada de decisões, e da capacidade crítica face à sociedade e ao ambiente envolvente; • Do TER, ou seja do rendimento, do poder de compra, do acesso a níveis de consumo médios da sociedade, da capacidade aquisitiva (incluindo a capacidade de estabelecer prioridades de aquisição e consumo).
Posteriormente, estudam-se formas de incluir as pessoas novamente na sociedade. É um processo demorado e trabalhoso, onde tem de existir esforço de ambas as partes e até mesmo da sociedade. As pessoas têm de ser bem trabalhadas para que consigam ter força suficiente para erguer a cabeça e tentar integrar grupos, ter uma vida social e estar preparada para críticas, para que não desista e tenha força para as ouvir e encarar.
Existem outros motivos para que as pessoas sejam excluídas de determinados grupos, onde são maltratadas, perseguidas e desrespeitadas por alguns grupos. Muitas vezes afastam-se, isolam-se, fazem as suas vidas sem ter ninguém a quem recorrer, e isto tudo, na minha opinião, porque ainda existe muitas pessoas sem qualquer tipo de informação sobre as escolhas que cada um de nós está livre de escolher, e os caminhos por onde seguir
Existe vários tipos de discriminação, uma dela é a cor da pele. Muitas vezes as pessoas são excluídas de grupos, de profissões, por terem o tom de pele negro. Não é a cor da pele que dita a personalidade das pessoas, que nos mostra a capacidade que a pessoa tem para desempenhar seja que função for. Daí vem o racismo, que é o modo de pensar em que se dá demasiada importância à existência de raças distintas, em que umas são superiores às outras.
Quem sofre muito de discriminação são os homossexuais. Parece que já ninguém é livre de escolher nada, nem mesmo a sua orientação sexual. A homossexualidade sempre existiu e sempre há-de existir, seja no trabalho, no grupo de amigos ou até mesmo no seio familiar. Essa pessoa cheia de qualidades, acaba por perde-las aos olhos de várias pessoas, apenas porque tem uma orientação sexual diferente da nossa. As pessoas mantêm-se iguais, têm as mesmas qualidades, os mesmos defeitos e a nós, compete-nos apoia-las e não criticar seja o que for. Perante isto, existe muitas pessoas que se escondem, que passam muitas vezes a ter uma vida dupla, porque têm medo das represálias de que possam vir a ser vitimas.
No mesmo ponto temos os sem-abrigo, aqueles que tantas vezes encontramos abandonados no metro, que muitas vezes não tiveram a oportunidade de mostrar o que de bom tinham para a sociedade. E muita gente olha para eles com desprezo, o que ainda faz com que vão mais abaixo.
Na minha opinião, não devemos julgar ninguém, não sabes o que a vida nos pode reservar. E ter sempre em mente que nem todas as pessoas têm as mesmas oportunidades na vida e cabe-nos a nós mudar algumas mentalidades. Se conseguimos alcançar as que estão para trás, devemos certificar-nos que passamos as gerações que se seguem.
Numa das sessões com a Marta, estivemos a falar sobre as doenças geneticamente transmissíveis, uma delas foi a Hemofilia. Esta saltou-me a vista, e por isso decidi explica-la resumidamente e também deixar um pequeno esquema.
Hemofilia - Os portadoras de hemofilia têm dificuldade em controlar as hemorragias devido a problemas de coagulação do sangue. A hemofilia é classificada os tipos A e B.
Pessoas com Hemofilia do Tipo A são deficientes do factor 8 e as de tipo B são deficientes do factor 9. Os sangramentos são iguais nos dois tipos porém a gravidade depende da quantidade do factor presente no plasma.
A Hemofilia é uma doença que é transmitida geneticamente de pais para filhos. A herança da hemofilia tipo A está ligada ao cromossoma X, os homens são mais afectados, enquanto as mulheres carregam este problema genético mas raramente apresentam os sintomas da doença.
Geralmente os sangramentos que se dão são internos, como por exemplo nos músculos. Mas também podem ser externos, como uma ferida que possamos fazer ou pelo sangrar do nariz ou gengivas. Estes sangramentos podem dar-se por uma razão ou até mesmo sem nenhuma razão aparente.
O tratamento que estes doentes podem fazer é a reposição intra-venal ( pelas veias) do factor que têm deficiente. Deverá fazer exames regularmente para ir vigiando e não deve tomar quaisquer medicamentos sem que seja o seu médico a receita-lo.
No dia 3 de Novembro, na sessão de STC, falamos sobre a evolução, e estudamos as Teorias de Lamarck e de Darwin. Aqui estão elas. Lamarck Jean Baptiste Lamarck nasceu no dia 1 de Agosto de 1744 na cidade de Bazentin, em França, e faleceu no ano de 1829, em Paris. Foi um importante biólogo, pois seus estudos contribuíram muito para a sistematização dos conhecimentos da História Natural.
As teorias que Lamarck desenvolvia era teorias transformistas, pois partiam do princípio que os seres vivos evoluíam e se transformavam. Desta forma, os seres vivos que possuíam as características menos favoráveis iam-se transformando até obterem as características perfeitas para determinado ambiente. Teorias de Lamarck • Teoria do Uso e Desuso.
Esta teoria diz-nos que os órgãos menos utilizados durante a vida de um animal vão-se atrofiando com o passar do tempo, chegando mesmo a desaparecerem. Por outro lado, os órgãos mais utilizados, cujas funções são fundamentais para a sua sobrevivência vão ganhando mais força e vão desenvolver-se mais. Para explicar esta teoria, Lamarck deu o exemplo das girafas:
“Estes animais, necessitando obter seus alimentos no topo de árvores altas, fortaleciam com tempo (de gerações para gerações) o pescoço e, por isso, tinham esta parte do corpo bem desenvolvida. “
• Teoria das características adquiridas
Lamarck afirmava que o meio ambiente está em constante mudança e evolução, sendo assim, o corpo dos seres vivos estava preparado para se alterar consoante as modificações que o meio ia sofrendo. As modificações adquiridas por uma espécie eram transmitidas de geração em geração. Em suma, as modificações do meio ambiente vão “forçando” e gerando necessidades de transformações anatómicas, orgânicas e comportamentais nas espécies.
Estas teorias que Lamarck apresentou influenciaram os estudos evolucionistas de Darwin. Este chegou mesmo a elogiar as teorias de Lamarck. Na metade do séc. XX começaram os estudos na área da genética e da hereditariedade que invalidaram as teorias de Lamarck.
Darwin
Charles Darwin nasceu em Shewsbury, Shropshire, no ano de 1809 e faleceu em Down, Kent, em 1882. Era um naturalista britânico, mas em 1831 começa aprender muito sobre botânica e é chamado para participar numa expedição de Beagle. Nessa viagem Darwin forma a sua colecção de naturalista, acumula observações práticas e modifica os postulados teóricos básicos da ciência biológica da época. Aos 27 anos, de regresso a Inglaterra, decide dedicar a sua vida à ciência. Em 1842, com a herança paterna, retira-se para uma casa no campo, onde vive consagrado ao estudo até à morte.
No seu estudo Origem das Espécies, Darwin formula a teoria da evolução dos seres vivos mediante uma selecção natural- que favorece nos indivíduos variações úteis na luta pela existência; estas variações transmitem-se, reforçadas, aos descendentes. Assim, as espécies com as características mais favoráveis são aqueles que vão sobreviver.
Ele dizia que se a natureza escolhia as características mais favoráveis, que os próprios indivíduos também o faziam, por exemplo, no acasalamento também as fêmeas escolhem o macho que lhes apresente melhor características, chamando-lhe de Selecção Sexual.
E ainda com mais facilidade, também o Homem faz selecção, quando por exemplo quer cruzar pássaros, escolhendo os mais bonitos, e mantendo-os juntos, chama-se a isto Selecção Artificial.